ÁREA DE INFLUÊNCIA DO PORTO
DE SANTOS
MERCADO DO MILHO
3.1 Evolução
da Produção e Produtividade
3.4 Projeção
do Crescimento da Produção
3.5 Distribuição
Espacial do Mercado
3.6 Distribuição
entre origem e destino
Este relatório faz parte da análise do mercado do porto de Santos das mercadorias, a granel de origem vegetal, exportadas através desse porto: grãos e farelos de soja, milho e açúcar.
Nele é abordado,especificamente, tanto o mercado interno brasileiro como o mercado internacional do Milho.
O milho é, hoje, a segunda maior cultura no mundo, perdendo apenas para o trigo. A produção do milho representa cerca de 30% do total de grãos produzidos, sendo de destacada importância na alimentação humana e animal. Trata-se de uma planta com grande capacidade produtiva, de alta resistência orgânica e utilização bastante diversificada sob forma in natura e industrializada.
No Brasil, é o grão de maior volume de produção, tendo representado nos últimos anos, aproximadamente, 43% do total de grãos. É o principal componente da ração animal, participando com 50% do volume de composição, em média, e 70% do total dos custos.
Com o crescimento do consumo de carnes nos últimos anos, especialmente de frango, a procura pelo milho também vem crescendo.
Do ponto de vista social, a importância do milho está no fato de ser uma cultura predominantemente de pequenas propriedades.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a produção mundial de milho da safra 2007/08 está estimada em 777 milhões de toneladas, 40% maior que o volume obtido na produção da safra 1994/95 (1995/96), quando foram colhidas 556 (500) milhões de toneladas.
Os Estados Unidos são os maiores produtores, com estimativa de 326,15 milhões de toneladas, volume 22% maior que 267,6 milhões de toneladas colhidas na safra 2005/06, cultivada em área de 34,57 milhões de hectares.
Os EUA respondem por 42% da produção mundial de milho, seguido pela China (19%) com produção estimada em 148 milhões de toneladas, Brasil (6,4%) 52 milhões de toneladas e Argentina e México (3% cada) empatados com projeção de 24 milhões de toneladas, cada. Esses quatro últimos, na safra 2005/06, produziram respectivamente 145,6, 42,6, 14,4 e 21,8 milhões de toneladas
No período 1994/2006 a produção de China, Brasil e Argentina apresentaram crescimento médio da mesma ordem de 3% anuais, enquanto os EUA tiveram crescimento médio modesto de 0,4% anuais, este porém, se recuperando nos últimos 5 anos, para um patamar de 4% anuais, praticamente igual aos de Brasil e China.
Principais Produtores de Milho no Mundo – 2002-2006
(Mil Toneladas)
|
País |
2002 |
2003 |
2004 |
2005 |
2006 |
|
Estados
Unidos |
227.767 |
256.278 |
299.914 |
282.311 |
267.598 |
|
China
|
121.500 |
116.001 |
130.438 |
139.502 |
145.625 |
|
Brasil |
35.933 |
48.327 |
41.788 |
35.113 |
42.632 |
|
México |
19.298 |
20.701 |
21.670 |
18.012 |
21.765 |
|
Índia |
11.150 |
11.152 |
14.984 |
14.172 |
14.710 |
|
Argentina |
14.712 |
15.045 |
14.951 |
20.483 |
14.446 |
|
França |
16.440 |
11.991 |
16.372 |
13.688 |
12.902 |
|
Indonésia |
9.654 |
10.886 |
11.225 |
12.524 |
11.611 |
|
Itália |
10.554 |
8.702 |
11.368 |
10.428 |
9.671 |
|
Canadá |
8.999 |
9.587 |
8.836 |
9.460 |
9.268 |
Fonte: FAO
A evolução da produção dos principais produtores de milho do mundo, no período 1994/2006 é apresentada na tabela abaixo.
Evolução da Produção Mundial de Milho
|
País |
Produção (Mil Ton.) |
Participação (%) |
Taxa de crescimento (% aa) |
||
|
1994 |
2006 |
1994 |
2006 |
1994/2006 |
|
|
Estados Unidos |
256.600 |
267.598 |
46,2% |
38,5% |
0,4% |
|
China |
104.000 |
145.625 |
18,7% |
20,9% |
2,8% |
|
Brasil |
30.400 |
42.632 |
5,5% |
6,1% |
2,9% |
|
Argentina |
10.500 |
14.446 |
1,9% |
2,1% |
2,7% |
|
Demais paises |
154.400 |
225.546 |
27,8% |
32,4% |
3,2% |
|
Mundo |
555.900 |
695.847 |
100,0% |
100,0% |
1,9% |
Existe uma grande diferença na produtividade conseguida pelos diversos países produtores desse cereal. Enquanto nos países da Europa e América do Norte é atingida uma produtividade elevada entre 8 e 10 toneladas por hectare, outros, como o Brasil, essa cifra está em torno de 3 ton/ha. Entre os países que conseguem rendimento mediano, entre 5 e 6 ton/ha, estão China e Argentina.
Embora os custos de produção por hectare americanos sejam, aproximadamente, duas vezes superiores aos praticados nos estados do Centro-Sul do Brasil, mas como o rendimento por hectare é 3 vezes maior, significa que o custo por tonelada é menor lá do que aqui.
O comércio mundial desse cereal, entre 2001 e 2005, situou-se em média próximo de 83 milhões de toneladas anuais, dos quais 56% foram exportados pelos EUA, representando o maior fornecedor mundial. Argentina, China e França aparecem em seguida porém com pequena participação na faixa de 8 a 14% cada.
Japão é o país com maior importação, comprando 20% da quantidade comercializada mundialmente, seguida da Coréia que importa 10% do total importado. China, Egito e México importam em torno de 5 a 6% cada.
A China aparece como exportador e importador, tendo como conseqüência uma exportação líquida média de 5% no período considerado.
Principais Países Exportadores de Milho 2001-2005
(Mil Toneladas)
|
Países |
2001 |
2002 |
2003 |
2004 |
2005 |
Média |
Participação (%) |
|
Estados Unidos |
48.408 |
48.425 |
43.811 |
49.029 |
45.601 |
47.055 |
56,5% |
|
Argentina |
10.934 |
9.484 |
11.913 |
10.692 |
14.602 |
11.525 |
13,8% |
|
China |
6.048 |
11.679 |
16.421 |
2.318 |
8.611 |
9.016 |
10,8% |
|
França |
7.046 |
8.378 |
7.081 |
6.156 |
7.379 |
7.208 |
8,7% |
|
Brasil |
5.629 |
2.747 |
3.566 |
5.031 |
1.070 |
3.609 |
4,3% |
|
Hungria |
1.569 |
2.125 |
1.311 |
1.237 |
1.813 |
1.611 |
1,9% |
|
Ucrania |
353 |
497 |
943 |
1.234 |
2.796 |
1.164 |
1,4% |
|
Africa do Sul |
673 |
773 |
799 |
480 |
2.176 |
980 |
1,2% |
|
Alemanha |
605 |
671 |
859 |
952 |
882 |
794 |
1,0% |
|
Servia e
Montenegro |
18 |
336 |
186 |
210 |
687 |
287 |
0,3% |
|
Total |
81.283 |
85.113 |
86.890 |
77.340 |
85.616 |
83.248 |
100,0% |
Fonte: FAO
Principais Países Importadores de Milho - 2001-2005
(Mil Toneladas)
|
Países |
2001 |
2002 |
2003 |
2004 |
2005 |
Média |
Participação (%) |
|
Japão |
16.222 |
16.421 |
17.064 |
16.479 |
16.656 |
16.568 |
19,9% |
|
República da
Coréia |
8.482 |
9.113 |
8.782 |
8.371 |
8.533 |
8.656 |
10,4% |
|
México |
6.174 |
5.513 |
5.764 |
5.519 |
5.744 |
5.743 |
6,9% |
|
Egito |
4.797 |
4.721 |
4.053 |
2.429 |
5.448 |
4.290 |
5,2% |
|
China |
5.318 |
5.119 |
5.151 |
4.942 |
5.079 |
5.122 |
6,2% |
|
Espanha |
2.735 |
3.504 |
3.886 |
2.751 |
4.272 |
3.430 |
4,1% |
|
Malásia |
1.975 |
2.408 |
3.486 |
2.978 |
2.571 |
2.683 |
3,2% |
|
Colômbia |
1.770 |
2.099 |
2.032 |
1.909 |
2.465 |
2.055 |
2,5% |
|
Argélia |
1.679 |
1.878 |
1.544 |
1.790 |
2.377 |
1.854 |
2,2% |
|
República do Irã |
1.695 |
1.326 |
3.090 |
1.764 |
2.241 |
2.023 |
2,4% |
|
Demais paises |
30.437 |
33.013 |
32.037 |
28.407 |
30.229 |
30.825 |
37,0% |
|
Mundo |
81.283 |
85.113 |
86.890 |
77.340 |
85.616 |
83.248 |
100,0% |
Segundo estudo elaborado pelo IEA, a agroenergia está mudando o perfil do mercado internacional de commodities. Um exemplo é a demanda crescente por milho para a produção de etanol que vem provocando aumentos significativos dos preços do grão nas bolsas internacionais.
O desvio de parte da produção de milho dos Estados Unidos para a produção do etanol e o crescente aumento das importações do grão por parte da China explicam o fato de os preços futuros do milho terem registrado no final de fevereiro de 2007, o maior valor dos últimos dez anos. Em 2006, os preços do milho, no mercado internacional, subiram 89,6%.
Estão em operação em solo norte-americano 111 biorrefinarias de etanol e mais 78 encontram-se em fase de construção, de acordo com a Associação Industrial de Combustíveis Renováveis. Para suprir a demanda americana, os agricultores terão de plantar até 2010 - quase 13% a mais que a área atual, segundo o próprio USDA.
O crescimento do setor implica que proporção cada vez maior da safra mundial de milho seja usada para alimentar as imensas usinas que produzem etanol. De acordo com algumas estimativas, as usinas de etanol estarão consumindo até metade do suprimento nacional de milho norte-americano, dentro de poucos anos.
O consumo de milho para a produção de álcool deve alcançar 80,6 milhões de toneladas em 2007/08, 49% mais do que no ciclo anterior, segundo o USDA. Isso significa um forte aumento no uso doméstico no país, de 240 milhões de toneladas em 2006/07 para 262,1 milhões de toneladas em 2007/08.
Contribui para a falta desse cereal para abastecimento do mercado mundial o fato de que a produção chinesa de milho não será suficiente para garantir o crescente aumento da demanda no mercado interno. Segundo dados do USDA, a China produziu 143 milhões de toneladas de milho em 2006/07 e consumiu 141 milhões de toneladas.
Em 2006 a capacidade de processamento de milho da indústria chinesa foi de 70 milhões de toneladas, um crescimento de 40%. Para os próximos anos, a previsão é de que 75 milhões de toneladas de milho sejam processadas. Com o crescimento do milho na indústria de ração e alimentos e a disposição em também usar o milho para a produção de etanol, os chineses deverão, passar de exportadores para importadores de milho.
Entre os anos-safras de 2002/03 e 2006/07, o consumo mundial esteve bem próximo à produção mundial, conforme tabela abaixo.
Balanço Mundial de Milho
(em milhão de toneladas)
|
Descrição |
2002/03 |
2003/04 |
2004/05 |
2005/06 |
2006/07 |
|
Produção |
603,0 |
625,8 |
712,6 |
695,2 |
695,8 |
|
Consumo |
627,3 |
647,8 |
685,2 |
702,3 |
728,2 |
|
Estoque final |
125,8 |
103,9 |
131,3 |
124,2 |
91,8 |
|
Exportação/Importação |
78,5 |
79,2 |
76,6 |
83,1 |
85,1 |
Fonte:
USDA
Para a safra 2007/08, o consumo mundial do grão é estimado em 769,7 milhões de toneladas, com os estoques mundiais situando próximo a 108,4 milhões de toneladas.
O Brasil, em 2009, produziu 59 milhões de toneladas de milho, o segundo em volume na produção de grãos agrícolas. Desse total, o estado do Paraná representou 21,8%, Mato Grosso 15,9%, Minas Gerais, 12,8%, Goiás e Rio Grande do Sul com aproximadamente 9%, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina entre 6% e 8% cada um.
No período de 1995 a 2009, o crescimento anual dessa produção foi de apenas 2,5%. Nesse período, os destaques foram Mato Grosso que teve sua produção elevada de 1,2 para 8 milhões de toneladas, crescendo com taxa anual de 14%, seguido da Bahia com 8% e Minas e Mato Grosso do Sul , que apresentaram crescimento anual em torno de 4%. Enquanto isso Rio Grande do Sul teve redução na sua produção, caindo de 5,9 para 4,2 milhões de toneladas (taxa anual negativa de 2,4%). Os estados do sul brasileiro se caracterizam por apresentarem grandes irregularidades nas quantidades produzidas, enquanto nos estados do centro-oeste isso não acontece.
O Gráfico a seguir apresenta os dados da evolução histórica da produção de milho nos principais estados produtores.
Produção Estadual de Milho
|
Estado |
(Mil Toneladas) |
Participação (%) |
Taxa de Crescimento (% aa) |
||
|
1995 |
2009 |
1995 |
2009 |
1995/2009 |
|
|
Paraná |
8.988,2 |
11.132,9 |
24,8% |
21,8% |
1,5% |
|
Mato Grosso |
1.226,2 |
8.091,1 |
3,4% |
15,9% |
14,4% |
|
Minas Gerais |
3.744,5 |
6.536,5 |
10,3% |
12,8% |
4,1% |
|
Goiás |
3.574,4 |
4.937,8 |
9,9% |
9,7% |
2,5% |
|
Rio Grande do Sul |
5.935,7 |
4.249,0 |
16,4% |
8,3% |
-2,4% |
|
São Paulo |
4.175,3 |
4.281,0 |
11,5% |
8,4% |
0,2% |
|
Santa Catarina |
3.651,2 |
3.265,2 |
10,1% |
6,4% |
-0,8% |
|
Mato Grosso do Sul |
1.435,2 |
2.181,4 |
4,0% |
4,3% |
3,0% |
|
Bahia |
675,4 |
2.067,8 |
1,9% |
4,1% |
8,3% |
|
Ceará |
469,2 |
534,3 |
1,3% |
1,0% |
0,9% |
|
Pará |
385,7 |
552,1 |
1,1% |
1,1% |
2,6% |
|
Sergipe |
67,0 |
703,3 |
0,2% |
1,4% |
18,3% |
|
Maranhão |
361,1 |
502,5 |
1,0% |
1,0% |
2,4% |
|
Demais Estados |
1.578,1 |
2.006,5 |
4,4% |
3,9% |
1,3% |
|
Brasil |
36.267,0 |
59.019,7 |
100,0% |
100,0% |
2,5% |

A cultura do milho no Brasil conseguiu, em 2004, produtividade média de 3,26 toneladas/ha, porém com marcantes disparidades regionais. Enquanto nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste alcançam elevados valores, como é o caso de Goiás, com 4,8 toneladas/ha, Paraná com 4,5 t/ha, Minas Gerais e São Paulo em torno de 4,0 t/ha, nos estados do Norte e Nordeste, essa produtividade é muito baixa, não passando de 2,0 t/ha encontrada em Tocantins, embora melhorando de 1995 para 2004.
Normalmente, as regiões com baixa produtividade destinam sua produção ao consumo local, não sendo competitiva no atendimento inter-regional. Já nas regiões com maior produtividade, a produção do milho está normalmente associada à produção da soja, aproveitando a infra-estrutura desenvolvida para essa leguminosa e concorre no mercado regional e, esporadicamente, também na exportação. Nas regiões com maior produtividade e elevada produção é comum surgir grandes empreendimentos ligados à avicultura, à suinocultura e mesmo, à pecuária bovina, capazes de gerar grandes excedentes exportáveis.
No mercado interno o milho é consumido principalmente para alimentação animal, ou diretamente pelos setores de suinocultura, avicultura e bovinocultura, ou indiretamente através dos fabricantes de ração animal, e também para industrialização de alimentação humana.
Em 2005, foram consumidos 38,7 milhões de toneladas de milho, desses, o consumo animal representou 87% da demanda interna desse produto, outros 10,4% entraram como matéria prima na indústria alimentícia e uma pequena parcela consumido diretamente pela população.
No consumo animal, a maior parcela é utilizada como matéria prima na indústria de rações, na proporção de 63% de sua composição, conforme informações do Sindirações (Sindicato das Industrias de Rações). Ainda segundo essa entidade, 70% da produção brasileira de rações animais é feita pelas integrações de suínos e aves e outros 30% por empresas dedicadas exclusivamente à alimentação, cuja quantidade total produzida atingiu 59 milhões de toneladas em 2008. O consumo da avicultura brasileira é responsável por mais da metade do volume produzido, 33 milhões de toneladas, sendo 28 milhões apenas para os frangos de corte, sustentado pelo forte consumo de aves, tanto no Brasil como no mundo. O consumo da suinocultura chegou a 15,3 milhões de toneladas, provocado pelo bom volume de exportações e o crescimento no consumo interno deste tipo de carne. O consumo no setor de bovinos está estimado em 7,3 milhões de toneladas, somando a área de carnes e o gado leiteiro.
Brasil - Estimativa do Consumo por Segmento
(Mil Toneladas)
|
Segmento |
2001 |
2002 |
2003 |
2004 |
2005 |
Participação (%) |
|
|
2001 |
2005 |
||||||
|
Consumo Animal |
26.366 |
27.814 |
27.359 |
28.793 |
33.680 |
72,2% |
87,0% |
|
Avicultura |
13.479 |
14.500 |
15.427 |
16.162 |
19.309 |
36,9% |
49,9% |
|
Suinocultura |
8.587 |
8.930 |
8.471 |
8.852 |
11.236 |
23,5% |
29,0% |
|
Pecuaria |
2.772 |
2.841 |
1.911 |
2.198 |
2.520 |
7,6% |
6,5% |
|
Outros Animais |
1.528 |
1.543 |
1.550 |
1.581 |
615 |
4,2% |
1,6% |
|
Consumo Indústrial |
4.050 |
4.090 |
4.152 |
4.256 |
4.044 |
11,1% |
10,4% |
|
Consumo Humano |
1.505 |
1.514 |
1.530 |
1.568 |
690 |
4,1% |
1,8% |
|
Perdas/Sementes |
998 |
913 |
1.660 |
1.429 |
296 |
2,7% |
0,8% |
|
Outros |
3.622 |
3.550 |
4.809 |
4.132 |
- |
9,9% |
- |
|
Total Consumo Mercado Interno |
36.541 |
37.881 |
39.510 |
40.178 |
38.710 |
100,0% |
100,0% |
Fonte:
Safras & Mercado
Fontes de Origem das Matérias-prima da Produção de Rações
|
Matéria-prima |
2003 |
2008 |
|
Participação (%) |
(Mil Ton.) |
|
|
Milho e Outros
Cereais in Natura |
63,0% |
37.170 |
|
Farelo de Soja |
20,0% |
11.800 |
|
Sub-produtos de
Origem Vegetal |
10,4% |
6.136 |
|
Sub-produtos de
Origem Animal |
4,0% |
2.360 |
|
Minerais |
2,3% |
1.357 |
|
Vitaminas e
Amino-ácidos |
0,3% |
177 |
|
Total |
100,0% |
59.000 |
Fonte:
Sindirações
Consumo de Rações por Setores Consumidores
2008
|
Setores
consumidores |
(Mil ton.) |
Participação (%) |
|
Avicultura |
33.000 |
55,9% |
|
Suinocultura |
15.300 |
25,9% |
|
Bovinocultura |
7.300 |
12,4% |
|
Outros |
3.400 |
5,8% |
|
Total |
59.000 |
100,0% |
Fonte:
Sindirações
Da parcela do milho destinada à indústria alimentícia, 26% é processada no estado de São Paulo, 23% no Paraná, 15% em Goiás e 6% em Minas Gerais. Nos últimos anos as indústrias de Goiás foram as que apresentaram maior crescimento no processamento de milho.
Milho - Consumo da Indústria Moageira - por Estados
(Mil Toneladas/ano)
|
Estado |
2002/03 |
2003/04 |
2004/05 |
2005/06 |
2006/07 |
2007/08* |
|
São Paulo |
1.000 |
1.150 |
1.200 |
1.050 |
1.050 |
1.120 |
|
Paraná |
1.100 |
1.100 |
1.100 |
960 |
950 |
1.020 |
|
Goiás |
280 |
521 |
570 |
580 |
620 |
640 |
|
Minas Gerais |
240 |
230 |
230 |
230 |
250 |
250 |
|
Rio Grande do Sul |
25 |
30 |
30 |
30 |
35 |
35 |
|
Santa Catarina |
15 |
25 |
25 |
26 |
30 |
30 |
|
Mato Grosso do Sul |
21 |
15 |
15 |
16 |
20 |
20 |
|
Espírito Santo/Rio de Janeiro |
5 |
5 |
5 |
6 |
7 |
7 |
|
Mato Grosso |
5 |
5 |
5 |
6 |
7 |
7 |
|
Norte/Nordeste |
1.055 |
1.140 |
1.240 |
1.140 |
1.190 |
1.240 |
|
Brasil |
3.746 |
4.221 |
4.420 |
4.044 |
4.159 |
4.369 |
Na cadeia do milho, o consumo humano de carne é o fator de maior peso, pois sua dimensão reflete na quantidade consumida de suas matérias primas, entre elas principalmente esse grão.
A dimensão do consumo alimentar da população brasileira depende, não só do tamanho dessa população, mas também do consumo per capta. Embora o consumo per capta das carnes de bovinos não tenham crescido entre os anos de 1990 a 2007, permanecendo em 36 kg/hab/ano, as carnes de frangos e suínos tiveram aumento expressivo nesse coeficiente, passando, as de frangos, de 14 kg/hab/ano para 38 kg/hab/ano, e as de suínos de 7 kg/hab/ano para 13 kg/hab/ano, que representam crescimento anual de 5,9% e 3,5% respectivamente, no período, muito embora, nos últimos anos esse crescimento tenha se atenuado.
Consumo per capta de Carnes
|
Anos |
Frangos |
Bovinos |
Suínos |
|
(Kg/hab/ano) |
|||
|
1990 |
14,2 |
36,1 |
7,2 |
|
1995 |
23,3 |
39,3 |
9,2 |
|
2000 |
29,9 |
36,5 |
10,9 |
|
2005 |
35,4 |
36,3 |
11,3 |
|
2007 |
37,8 |
36,2 |
13,0 |
|
Taxa de Crescimento (% aa) |
|||
|
1990-2007 |
5,9% |
0,0% |
3,5% |
|
2000-2007 |
3,4% |
-0,1% |
2,5% |
Fonte:
CNPC/ABEF/ABIPECS/UBA
Nos últimos anos o Brasil tem produzido excedentes de milho para exportação. No entanto, depende ainda de importações para atender demandas localizadas. Entre 2001 e 2009, foram exportadas em média 5,2 milhões de toneladas anuais desse grão, com grandes variações. Nesses anos as importações alcançaram em média 400 mil toneladas anuais.
Em 2001, praticamente toda exportação de milho (75%) ocorreu pelo porto de Paranaguá, situação que mudou em 2009, com o porto de Santos assumindo a maior participação, de 46%, caindo a do porto de Paranaguá para 24% das exportações brasileiras.
Exportação de Milho - Porto
|
PORTO |
(Mil Toneladas) |
Participação (%) |
|||
|
2001 |
2009 |
Média |
2001 |
2009 |
|
|
Santos |
231,8 |
3.567,8 |
1.033,6 |
4,1% |
45,9% |
|
Paranaguá |
4.206,5 |
1.898,0 |
2.807,2 |
74,7% |
24,4% |
|
Vitória |
42,0 |
886,1 |
348,7 |
0,7% |
11,4% |
|
São Francisco do
Sul |
210,1 |
696,6 |
576,4 |
3,7% |
9,0% |
|
Manaus |
0,0 |
313,4 |
150,1 |
0,0% |
4,0% |
|
Santarém |
0,0 |
233,8 |
49,5 |
0,0% |
3,0% |
|
Rio Grande |
934,6 |
168,1 |
252,6 |
16,6% |
2,2% |
|
Foz do Iguaçú |
1,3 |
0,1 |
4,9 |
0,0% |
0,0% |
|
Demais Portos |
2,6 |
1,0 |
11,8 |
0,0% |
0,0% |
|
Total |
5.629,0 |
7.765,0 |
5.234,8 |
100,0% |
100,0% |
Os maiores importadores do milho brasileiro são os países da Europa, que importaram em 2008, 63% dos 6,4 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil.
Exportação de Milho por Pais de Destino
2008
|
Região de Destino |
(Mil Ton.) |
Participação (%) |
|
Europa Setentrional |
2.098 |
32,9% |
|
Europa Meridional |
1.884 |
29,6% |
|
Oriente Médio |
989 |
15,5% |
|
Ásia Meridional |
599 |
9,4% |
|
Ásia Oriental |
319 |
5,0% |
|
África Setentrional |
317 |
5,0% |
|
América Meridional |
147 |
2,3% |
|
África Central |
8 |
0,1% |
|
Austrália |
7 |
0,1% |
|
Total |
6.368 |
100,0% |
Na projeção da produção de milho foram aqui adotadas as mesmas considerações utilizadas na da soja, resultando em 68 milhões de toneladas em 2018, quando o estado do Paraná participará com 26%, Mato Grosso com 17% e Minas Gerais com 13%.

A distribuição espacial do mercado do milho depende da localização espacial de sua oferta, representada pela produção comercializada e importações, e de sua demanda, representada pelas exportações, consumo final e consumo intermediário, este último compreendendo a utilização como matéria prima para a indústria alimentícia, como ração alimentar de aves, suínos, caprinos, ovinos e bovinos de leite.
Considerando um agrupamento de 31 unidades territoriais, o balanço oferta-demanda nessas unidades territoriais para o ano de 2008 gerou excedentes em cada uma delas, conforme mostrado na tabela e ilustrado nas figuras abaixo apresentadas.
Mercado do Milho - Brasil – 2008
(Mil Toneladas)
|
Cód. UT |
Pólo Regional da UT |
Mesoregião |
Produção Comerc. |
Impor-tação |
Consumo Final |
Expor-tação |
Consumo Intermed. |
Oferta |
Demanda |
Excedentes |
|
|
Oferta |
Demanda |
||||||||||
|
AM3409 |
Manaus |
Centro Amazonense |
35 |
0 |
16 |
443 |
153 |
35 |
612 |
0 |
576 |
|
BA5342 |
Salvador |
Metropolitana de
Salvador |
1.581 |
0 |
57 |
24 |
2.626 |
1.581 |
2.708 |
0 |
1.127 |
|
ES2391 |
Vitória |
Central
Espírito-santense |
96 |
0 |
74 |
797 |
795 |
96 |
1.665 |
0 |
1.569 |
|
GO2221 |
Goiânia |
Centro Goiano |
1.549 |
0 |
28 |
0 |
928 |
1.549 |
956 |
593 |
0 |
|
GO2276 |
Rio Verde |
Sul Goiano |
1.950 |
0 |
2 |
0 |
814 |
1.950 |
816 |
1.134 |
0 |
|
GO2303 |
Itumbiara |
Sul Goiano |
1.055 |
0 |
3 |
0 |
696 |
1.055 |
699 |
356 |
0 |
|
MA3763 |
São Luís |
Norte Maranhense |
403 |
0 |
22 |
0 |
680 |
403 |
702 |
0 |
299 |
|
MG0015 |
Paracatu |
Noroeste de Minas |
1.224 |
0 |
19 |
0 |
648 |
1.224 |
666 |
558 |
0 |
|
MG0198 |
Uberlândia |
Triangulo Mineiro |
4.324 |
0 |
59 |
0 |
3.031 |
4.324 |
3.090 |
1.234 |
0 |
|
MS1921 |
Chapadão do Sul |
Leste Mato Grosso do
Sul |
674 |
0 |
1 |
0 |
109 |
674 |
110 |
564 |
0 |
|
MS1949 |
Dourados |
Sudoeste M. Grosso do
Sul |
2.411 |
46 |
8 |
0 |
709 |
2.457 |
717 |
1.739 |
0 |
|
MT1995 |
Campo N. do Parecis |
Norte Mato-grossense |
527 |
0 |
0 |
0 |
5 |
527 |
6 |
522 |
0 |
|
MT1997 |
Comodoro |
Norte Mato-grossense |
780 |
0 |
1 |
0 |
22 |
780 |
23 |
757 |
0 |
|
MT2006 |
Lucas do Rio Verde |
Norte Mato-grossense |
2.780 |
0 |
1 |
0 |
445 |
2.780 |
446 |
2.334 |
0 |
|
MT2017 |
Sinop |
Norte Mato-grossense |
609 |
0 |
2 |
0 |
136 |
609 |
138 |
471 |
0 |
|
MT2097 |
Rondonópolis |
Sudeste Mato-grossense |
1.843 |
0 |
8 |
0 |
832 |
1.843 |
840 |
1.003 |
0 |
|
PA3481 |
Belém |
Metropolitana de Belém |
524 |
0 |
33 |
0 |
940 |
524 |
973 |
0 |
449 |
|
PE4938 |
Recife (1) |
Metropolitana de
Recife |
1.461 |
5 |
124 |
0 |
4.853 |
1.466 |
4.977 |
0 |
3.511 |
|
PI4006 |
Teresina |
Centro-Norte Piauiense |
268 |
0 |
11 |
0 |
1.081 |
268 |
1.092 |
0 |
824 |
|
PR1638 |
Londrina |
Norte Central
Paranaense |
4.880 |
0 |
14 |
0 |
2.868 |
4.880 |
2.882 |
1.998 |
0 |
|
PR1723 |
Ponta Grossa (2) |
Centro Oriental
Paranaense |
4.505 |
0 |
21 |
1.918 |
1.092 |
4.505 |
3.031 |
1.473 |
0 |
|
PR1751 |
Cascavel |
Oeste Paranaense |
3.718 |
708 |
7 |
0 |
2.947 |
4.426 |
2.953 |
1.472 |
0 |
|
RO3298 |
Porto Velho |
Madeira-Guaporé |
308 |
0 |
8 |
1 |
326 |
308 |
335 |
0 |
27 |
|
RS2971 |
Passo Fundo |
Noroeste Rio-grandense |
3.753 |
1 |
34 |
0 |
3.910 |
3.754 |
3.944 |
0 |
191 |
|
RS3244 |
Bagé (3) |
Sudoeste Rio-grandense |
638 |
0 |
9 |
347 |
1.050 |
638 |
1.405 |
0 |
767 |
|
SC2538 |
Chapecó |
Oeste Catarinense |
2.122 |
6 |
4 |
0 |
3.698 |
2.128 |
3.702 |
0 |
1.574 |
|
SC2708 |
Blumenau (4) |
Vale do Itajaí |
1.309 |
0 |
20 |
688 |
1.520 |
1.309 |
2.228 |
0 |
918 |
|
SP1016 |
Ribeirão Preto |
Ribeirão Preto |
708 |
0 |
19 |
0 |
1.270 |
708 |
1.289 |
0 |
581 |
|
SP1194 |
Campinas (5) |
Campinas |
1.793 |
0 |
132 |
2.216 |
3.472 |
1.793 |
5.820 |
0 |
4.027 |
|
SP1291 |
Assis |
Assis |
1.428 |
0 |
16 |
0 |
1.181 |
1.428 |
1.197 |
231 |
0 |
|
TO3710 |
Palmas |
Oriental do Tocantins |
193 |
0 |
7 |
0 |
180 |
193 |
186 |
7 |
0 |
|
Total |
49.449 |
766 |
760 |
6.434 |
43.017 |
50.215 |
50.208 |
16.446 |
16.440 |
||
(1)
–
Inclui os demais estados do NE.
(2)
–
Inclui o porto de Paranaguá.
(3)
–
Inclui o porto de Rio Grande.
(4)
–
Inclui o porto de S. Francisco do Sul
(5)
–
Inclui o porto de Santos
Consumo
Intermediário Consumo
Final Importação Produção Exportação MERCADO DO MILHO - 2008![]()
![]()
![]()
![]()

Demanda Oferta
EXCEDENTES DO MILHO

![]()

O consumo intermediário do milho, como matéria prima, segundo os setores consumidores considerou as informações municipais do IBGE sobre rebanhos da pecuária (aves, suínos, leite, etc.) tornando o consumo de milho proporcional a quantidade de cabeças e para a indústria de alimentos, as informações da ABIMILHO. A distribuição desse consumo pelas UT estão dispostas na tabela a seguir.
Consumo Intermediário de Milho
(Mil Toneladas)
|
Cód. UT |
Pólo Regional da UT |
Indústria Alimentos |
Avicultura |
Bovinocultura Leite |
Suinocultura |
Total |
|
AM3409 |
Manaus |
0 |
85 |
4 |
64 |
153 |
|
BA5342 |
Salvador |
219 |
573 |
91 |
1.743 |
2.626 |
|
ES2391 |
Vitória |
8 |
573 |
88 |
125 |
795 |
|
GO2221 |
Goiânia |
0 |
626 |
118 |
185 |
928 |
|
GO2276 |
Rio Verde |
242 |
362 |
47 |
162 |
814 |
|
GO2303 |
Itumbiara |
439 |
85 |
81 |
91 |
696 |
|
MA3763 |
São Luís |
0 |
202 |
20 |
458 |
680 |
|
MG0015 |
Paracatu |
0 |
208 |
206 |
234 |
648 |
|
MG0198 |
Uberlândia |
273 |
1.476 |
472 |
810 |
3.031 |
|
MS1921 |
Chapadão do Sul |
0 |
29 |
10 |
70 |
109 |
|
MS1949 |
Dourados |
20 |
400 |
34 |
255 |
709 |
|
MT1995 |
Campo Novo do Parecis |
0 |
1 |
0 |
4 |
5 |
|
MT1997 |
Comodoro |
0 |
5 |
3 |
14 |
22 |
|
MT2006 |
Lucas do Rio Verde |
0 |
275 |
1 |
170 |
445 |
|
MT2017 |
Sinop |
0 |
45 |
14 |
77 |
136 |
|
MT2097 |
Rondonópolis |
204 |
383 |
44 |
201 |
832 |
|
PA3481 |
Belém |
406 |
236 |
53 |
244 |
940 |
|
PE4938 |
Recife |
711 |
1.536 |
199 |
2.407 |
4.853 |
|
PI4006 |
Teresina |
0 |
185 |
10 |
886 |
1.081 |
|
PR1638 |
Londrina |
1.199 |
1.403 |
61 |
205 |
2.868 |
|
PR1723 |
Ponta Grossa |
0 |
623 |
60 |
409 |
1.092 |
|
PR1751 |
Cascavel |
0 |
2.259 |
98 |
590 |
2.947 |
|
RO3298 |
Porto Velho |
0 |
114 |
79 |
134 |
326 |
|
RS2971 |
Passo Fundo |
30 |
2.395 |
253 |
1.232 |
3.910 |
|
RS3244 |
Bagé |
0 |
130 |
43 |
877 |
1.050 |
|
SC2538 |
Chapecó |
0 |
2.216 |
123 |
1.359 |
3.698 |
|
SC2708 |
Blumenau |
25 |
982 |
45 |
468 |
1.520 |
|
SP1016 |
Ribeirão Preto |
0 |
1.115 |
49 |
105 |
1.270 |
|
SP1194 |
Campinas |
864 |
2.327 |
50 |
231 |
3.472 |
|
SP1291 |
Assis |
248 |
724 |
50 |
158 |
1.181 |
|
TO3710 |
Palmas |
0 |
77 |
20 |
82 |
180 |
|
Total |
4.889 |
21.652 |
2.427 |
14.050 |
43.018 |
|
A obtenção da distribuição do milho entre a sua oferta na origem e sua demanda no destino considerou a mesma metodologia empregada para a soja, já descrita anteriormente, que utiliza as quantidades excedentes de cada UT. Deve ser observado que fluxos com origem e destino na mesma UT não aparecem nessa tabela, pois a distribuição é realizada com base nos excedentes. Enquadram-se nesse caso o fluxo de exportação com origem na UT com pólo regional em Ponta Grossa (PR) e destino ao porto de Paranaguá que também pertence àquela UT e também o fluxo com origem na UT com pólo regional em Bagé (RS) e destino ao porto de Rio Grande ambos pertencentes a mesma UT.
A distribuição resultante, que gera fluxos de transporte, é apresentada na tabela e ilustrada na figura mostradas a seguir.
Linhas
O-D Dimensões
do Fluxo
FLUXOS O-D DO MILHO

![]()

Distribuição entre Origem e Destino do Milho
(Mil Toneladas)
|
Origem |
Destino |
||||||||||||||
|
AM3409 |
BA5342 |
ES2391 |
MA3763 |
PA3481 |
PE4938 |
PI4006 |
RO3298 |
RS2971 |
RS3244 |
SC2538 |
SC2708 |
SP1016 |
SP1194 |
||
|
Cod. UT |
Pólo Regional da UT |
Manaus |
Salvador |
Vitória |
São Luís |
Belém |
Recife (1) |
Teresina |
Porto Velho |
Passo Fundo |
Bagé
(2) |
Chapecó |
Blumenau (3) |
Ribeirão Preto |
Campinas (4) |
|
GO2221 |
Goiânia |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
593 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
GO2276 |
Rio Verde |
0 |
0 |
37 |
0 |
0 |
1.079 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
18 |
0 |
|
GO2303 |
Itumbiara |
0 |
0 |
141 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
215 |
|
MG0015 |
Paracatu |
0 |
558 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
MG0198 |
Uberlândia |
0 |
0 |
895 |
0 |
0 |
296 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
43 |
|
MS1921 |
Chapadão do Sul |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
563 |
0 |
|
MS1949 |
Dourados |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1.061 |
70 |
0 |
608 |
|
MT1995 |
Campo N. do Parecis |
296 |
0 |
0 |
226 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
MT1997 |
Comodoro |
281 |
0 |
0 |
0 |
449 |
0 |
0 |
27 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
MT2006 |
Lucas do Rio Verde |
0 |
569 |
496 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
11 |
0 |
1.258 |
|
MT2017 |
Sinop |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
247 |
224 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
MT2097 |
Rondonópolis |
0 |
0 |
0 |
73 |
0 |
463 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
466 |
|
PR1638 |
Londrina |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1.293 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
705 |
|
PR1723 |
Ponta Grossa |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
831 |
0 |
642 |
|
PR1751 |
Cascavel |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
191 |
767 |
513 |
0 |
0 |
0 |
|
SP1291 |
Assis |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
134 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
7 |
0 |
91 |
|
TO3710 |
Palmas |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
7 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
(1)
–
Inclui os demais estados do NE.
(2)
–
Inclui o porto de Rio Grande.
(3)
–
Inclui o porto de S. Francisco do Sul
(4)
–
Inclui o porto de Santos
Grãos de Soja e de Milho são considerados oleaginosos, utilizados como matéria-prima (consumo intermediário) na industrialização de alimentos, como os óleos vegetais e outros produtos alimentícios, gerando sub-produtos que entram na composição da alimentação animal, diretamente ou através da fabricação de rações. Óleos vegetais, produtos alimentícios diversos e as carnes, produtos do abate dos animais, são ofertados nos mercados consumidores das populações, tanto nacionais (consumo final) como internacionais (exportações).
Constitui-se, dessa forma, uma cadeia produtiva, com a produção primária dependente do consumo final dos alimentos mencionados.
Com base nas informações de mercado (produção, consumo intermediário, exportação, consumo final) já anteriormente abordadas nesse documento, essa cadeia pode ser dimensionada, a qual é apresentada no diagrama a seguir.